Sábado, 30 de Abril de 2011

Sonho

Passei a aula toda distraída. É muito raro eu lembrar-me dos meu sonhos, mas derepente, começei a lembrar-me, o que não era normal. Era estranho, estava muito calor, eu não conseguia ver nada. Depois foi ficando tudo claro, até que consegui ver.

Demorei um bocado para perceber onde estava. Era um bosque. Sentia-me confusa. Não sabia como tinha ido ali parar, quem me tinha levado e muito menos porquê.

Estava-me a levantar do chão, quando me apercebi que estava a usar a minha roupa preferida: umas jeans rasgadas, sapatilhas pretas, t-shirt roxa justa ao corpo e umas argolas que o meu pai me tinha dado quando eu tinha 14 anos. Eu só usava aquela roupa em dias especiais. Derrepente consegui ouvir o barulho da água. Talvez houvesse um rio por perto. Segui o barulho e não foi difícel encontra-lo. A água era tão limpa que parecia um espelho. Ela descia calmamente, com se não tivesse pressa. Pôs-me de joelhos, para ver o meu reflexo na água. Estava toda suja da terra e do suor. Tinha a cara toda pegajosa e o meu cabelo como se estivesse andado a luta. Passei a cara por água, para limpa-lá. O meu cabelo é que já era um caso difícel. Pôs as mãos na água em forma de concha e passei pelo cabelo para ver se ela ficava controlado. Até melhorou o suficiente. Tentei perceber por entre as árvores se conseguia ver alguém ou alguma coisa. Mas nada. Eu também não queria gritar por socorro. Sabe-se lá o que poderia aparecer vindo do meio das árvores. Fiquei ali em pé a olhar para tudo e ao mesmo tempo para nada. Derrepente ouvi um barulho. Era como se alguém se estivesse a aproximar. Ouviou-se outra vez e outra vez até que me apercebi que vinha do outro lado do rio. Enquanto o som ficava mais audível, foi-me afastando da margem. Fiquei a espera, ali parada.

O barulho parou e nada conteçeu. Passado um bucado dei um passo em frente e nesse momento aparece uma pessoa. Tomada pelo susto caí para trás. Caí tao de força, que uma das mãos começou a sangrar. Fiquei uns segundos a olhar para a mão direita e nesse momento a pessoa falou. Era precisamente um rapaz, estava quase todo de preto e tinha um ar de mesterioso. E para minha supressa atéera bem bonito.

  • Estás bem? - perguntou ele.

O meu coração parecia que ia explodir de tão forte que batia. Não sabia o que fazer. Se ficava ali ou se fugia, mas a segunda hipotése, naquele momento pareceu-me a melhor.

Pelo menos por agora.

  • Quem és? - foi a única que conseguia perguntar. Não tinha a certeza se ele tinha percebido, já que eu estava tão nervosa e assustada.

  • Chamo-me Patrick – disse-me ele – Estás bem? Não te queria assustar.

O que é que eu haveria de dizer, estava sozinha num bosque, com um rapaz com ar perigoso e ao mesmo tempo recomfortante. Talvez se eu fosse simpática e responde-se ele nem me faria nada.

  • Sim, estou bem. Só estou a sangrar um pouco, mais nada. - consegui dizer - Sabes onde estamos por acaso? Não sei como vim aqui parar.

A luz do Sol batia agora contra a pele dele. Ele tinha um sorriso na cara, daqueles reconfortaveis que diz que tudo vai ficar bem e de perigo.

  • Não sei onde estamos mas tu já vais sair daqui. Não te preocupes. - disse me ele

Fiquei atóa. Que queria ele dizer com aquilo, que eu já ia sair dali? Que devia eu fazer? Ele deu um passo a frente ficando mais próximoda margem. Até nem era muito a distância entre nós. E era isso que me preocupava. Dei, então um passo para trás, só para cautela. Ele tinha um ar de provocador.

  • Não precisas de ter medo. Não sou assim tão perigroso como tu pensas – dizia-me ela – só quero ver se estas bem.

A maneira como ele falou foi calma, o que fez com que não tivesse medo. Ele foi-se aproximado. Olhei para a mão. Eu tinha-me mesmo magoado e nem dei por isso. Ele estava agora a passar o rio. Fiquei onde estava imóvel. O meu coração acalmou mas ainda não batia normalmente. A minha mão começou a latejar e a dor foi-se instalando.

Ele já tinha passado o rio e vinha na minha direcção. Quanto mais ele se aproxima-va mais eu percebia o quanto bonito ele era. Tinha uns olhos escuros, boca fina e o cabelo preto e rebelde. Estavamos separados um dos outros por poucos centrímetros. Nesse momento ele pega na minha mão direita e fui percorrida por uma onda de frio. Tinha umas mãos suaves e grandes e notava-se que as unhas estavam ruídas. Ele ficou a olhar para a mão com se fosse decidir o que fazer com ela.

  • Anda, eu ajudo-te a limpar a mão.

Enquanto ele dizia isto, ia-me puxando para a margem do rio.

  • O que querias dizer quando disses te que eu ia sair daqui? Pensei que não sabias onde estavamos. - disse lhe eu

ele começou a limpar a mão com a água do rio. Tinha um toque suave, o que fazia com que não me magoa-se.

Derrepente começou-me a doer a cabeça, estava a ficar confusa. Quem era ele? Que estava ele a fazer? Onde estava?i

  • Não te procupes Katy, tu já vais embora – tinha-me respondido ele

Fiquei ainda mais confusa, como sabia ele o meu nome? Como é que ele podia estar tão seguro que eu ia sair dali? O que devia eu fazer? Fugir? Não me parecia a melhor coisa e ainda por cima o meu corpo começou a doer-me.

  • Ah? Como sabes o meu nome? Quem és? - foram as únicas coisas que consegui dizer

Ele manteve-se em silêncio, continuando a limpar a mão. Já tinha limpo quase todo o sangue.

  • Katy, não precisas de te preocupar.

  • O que está a aconteçer?

  • Já te disseram que fazes muitas perfguntas? - atirou me ele a cara

  • Quem és? Diz me quem és.

  • Chamo-me Patrick, penso que já te tinha dito.

  • Nós conhecemo-nos? Não me lembro. Sinto-me confusa. E cansada. - disse-lhe quase sem forças. Estava a ficar sem forças. Sentia-me fraca e que ia desmaiar, mas aquele não era o momento certo para isso.

  • É normal. Fica calma. Eu vou-te encontrar outra vez. Prometo.

Nem consegui dizer mais nada. O meu corpo foi ficando mole e fraco. A medida que os meus olhos se iam fechando, tudo ia ficando branco. A última coisa que eu olhei foi para a cara do Patrick que tinha um sorriso agradável.

 

 

 

 

 

 

 

RenataL

 

e hoje estou:
publicado por NattahL às 03:12
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